Marinha Portuguesa: Almirante Fernando Melo Gomes

melo gomesO Almirante Fernando Melo Gomes foi CEMA (Chefe do Estado-Maior da Armada) e uma das principais figuras da Marinha portuguesa das últimas décadas. Tendo entrado na Escola Naval em 1965, serviu ainda durante a Guerra Colonial, tendo mais tarde passado pela Casa Militar da Presidência da República e pelo Estado-Maior da Armada, onde desempenhou funções no Gabinete do CEMA. Distinguiu-se ao comandar com sucesso uma operação de resgate na Guiné-Bissau, durante a guerra civil que assolou este país em 1998, durante a qual foram evacuadas cerca de 1200 pessoas, de diversas nacionalidades.

Melo Gomes na NATO

Ao serviço da NATO, foi comandante da EUROMARFOR – European Maritime Force, uma força não permanente de reação rápida dedicada a operações humanitárias, controlo do mar e missões de manutenção de paz. Melo Gomes desempenhou este cargo. Esteve também à frente da STANAVFORLANT (“Standing Naval Force Atlantic”, atualmente “Standing NATO Maritime Group One”) entre Março de 2001 e Outubro de 2002; um período crítico na história desta força marítima, uma vez que era a primeira vez que havia sido ativado o artigo 5 do Tratado do Atlântico Norte, após o ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos.

Entre abril de 2004 e novembro de 2005, foi segundo comandante do Comando Aliado Conjunto da NATO, sedeado em Lisboa.

Chefe do Estado-Maior da Armada

Ainda em novembro de 2005 foi nomeado pela primeira vez como Chefe do Estado-Maior da Armada, tendo sido reconduzido no cargo em 2008 e cessando funções em 2010, data em que passou à reserva. Não obstante, o almirante Melo Gomes conservou uma atitude bastante interventiva na vida política nacional, não deixando de publicar artigos e comentários, dar entrevistas ou participar em manifestos, tendo em conta o seu estatuto de ex-CEMA e almirante com bastantes serviços prestados a Portugal e à NATO.