Marinha Portuguesa: Modernização, para Novos Requisitos

A Marinha portuguesa continua a pôr em prática um plano de modernização que tem a sua origem no Conceito Estratégico de Defesa Nacional aprovado em 2003. No caso das forças marítimas, existem três requisitos aos quais foi dada especial atenção:

Capacidade “expedicionária”NRP_Álvares_Cabral-1

A Armada irá dispor de um LPD (“Landing Platform Dock”), um tipo de navio que permite o desembarque rápido de tropas num cenário de crise, bem como o embarque ou a evacuação de cidadãos, seja de um cenário de guerra, seja de outro tipo de cenário de crise (por exemplo, um sismo de grande magnitude numa ilha dos Açores). Este tipo de embarcações tem capacidades especiais em termos de tratamento médico. Além do navio, prevê-se também o investimento em mais helicópteros, além de 2 novas fragatas. A aposta nos dois submarinos classe “Tridente”, na última década, integra-se igualmente nesta capacidade de projeção de poder militar marítimo à distância.

Proteção costeira

Não é um requisito propriamente “novo”, mas não deixa de ser um dos mais importantes, além de que a atual extensão da Zona Económica Exclusiva portuguesa é um fator a ter em consideração. A Armada planeia vir a dispor de 10 novos navios de patrulha oceânica (OPV), para vigilância em alto mar, controlo de pescas e controlo de poluição. Trata-de de uma evolução considerável, tendo em conta que atualmente o país dispõe apenas de 2 navios deste género. Além disso, estão previstos também 5 novos navios para patrulha costeira; atualmente, existem 4, já com várias décadas de serviço.

Interoperabilidade

A integração e a capacidade de trabalhar perfeitamente em conjunto com os parceiros da NATO, ou mesmo com outras nações no âmbito de missões de paz das Nações Unidas, é outro requisito a considerar. Os sistemas de informação e comunicação da Marinha estão prestes a adotar uma filosofia “em rede”, capaz de garantir o máximo em termos de interoperabilidade.