A Marinha Portuguesa na Defesa das Fronteiras

Em tempos de hegemonia e paz global, muitas vozes se ouvem, insurgindo-se contra os gastos em equipamento de guerra. A Marinha Portuguesa tem um papel crucial na defesa da costa e das fronteiras marítimas portuguesas, que muitas vezes passa despercebido ao cidadão comum. De facto, somos o país da UE com maior Zona Económica Exclusiva (ZEE) marítima, e devemos orgulhar-nos disso. Isto para não falar dos nossos antepassados e das suas incursões marítimas mar-adentro, num barco à vela…

Recentemente, uma esquadra russa passouà margem da nossa ZEE. Não sendo uma ameaça direta ao território português, podia simplesmente ter sido deixada sem qualquer controlo. Mais uma vez, a nossa Marinha agiu prontamente e vigiou a esquadra à distância. Esta vinha de águas sírias, onde participara lado a lado em bombardeamentos com as forças de Assad, tratando-se, por isso, de um navio de guerra plenamente equipado. Felizmente, o navio russo não levantou qualquer problema durante a sua passagem por águas portuguesas, mas esta situação podia ter tido um desfecho diferente.

Potugese navySituações como esta motivam a que a Marinha Portuguesa nunca baixe os braços e não deixe de estar atenta e bem equipada. Sendo um país costeiro, Portugal possui um bem precioso, que muitos outros cobiçam: a sua costa. Há que cuidar, proteger e acima de tudo defender a nossa orla costeira; para isso, desinvestir na Marinha não é solução. Pelo contrário, há que equipar os nossos valentes marinheiros com tecnologia de ponta, barcos rápidos e eficazes, para que sejam (ainda mais!) lestos e perfeitos no cumprimento dos seus deveres. Porque, caso algum dia exista uma catástrofe mundial e tenhamos de nos envolver numa guerra, teremos de estar preparados para lutar e defender a faixa costeira nacional, que é a maior fronteira portuguesa com território exterior – e só seremos bem-sucedidos se tivermos tecnologia de ponta.