A Marinha Portuguesa no Combate à Pirataria na Somália

Com a Somália em caos social, humanitário e político, há um significativo número de habitantes que se virou para uma atividade extremamente perigosa, além de totalmente ilegal, que pode dar lucros tremendos para quem nela participa.
A pirataria em águas territoriais da Somália e zonas circundantes é hoje um flagelo que já custou muitas vidas entre os piratas e as tripulações atacadas, para não falar de avultados prejuízos em custos de material danificado, roubado ou no pagamento de resgates.

The Portuguese NavyA Marinha Portuguesa tem tido um papel preponderante no patrulhamento dessas águas, tendo evitado vários ataques, tanto através da escolta a navios mercantes e de recreio, como proativamente, abordando embarcações e tripulações de piratas. Num contexto tão perigoso e delicado, acaba por se tornar uma situação frustrante, pois, embora a Marinha possa abordar os piratas e conduzi-los a terra ou às autoridades, devido às leis internacionais, estão impedidos de fazer qualquer detenção, não servindo tais ações para demover os piratas, que apenas se voltam a lançar ao mar alguns dias depois.

A embarcação portuguesa age integrada numa força de várias dezenas de barcos de guerra, pertencentes a países da NATO, juntamente com outros cinco aliados nesta missão de importância fulcral para a segurança e o comércio, que afeta principalmente as rotas do leste africano, do Médio Oriente e da Índia.

O Estreito de Bab-al-Mandab, que faz a ligação entre o Oceano Índico e o Mar Vermelho, é um ponto de passagem obrigatório para os navios que ligam estas paragens, situando-se a curta distância da Somália, o que permite que os piratas se desloquem rapidamente em lanchas a partir da costa.

Portugal chegou a ter o controlo de toda a missão, que esteve nas mãos do Contra-Almirante Pereira da Cunha, em 2009, tendo neste ano comandado a fragata da Armada Portuguesa Corte-Real.