Marinha Portuguesa: o Incidente do Drone

A Marinha portuguesa protagonizou, em 2014, um incidente cómico e levemente embaraçoso, que rapidamente percorreu a internet. Durante uma cerimónia oficial de lançamento de um novo drone, o modelo AR4 Light Ray, fabricado pela empresa Tekever e que passava a integrar aquele ramo das Forças Armadas, e contando com a presença em pessoa do ministro da Defesa José Pedro Aguiar Branco, a primeira tentativa de voo falhou estrepitosamente.hqdefault

Nos vídeos que percorreram a web e integraram os telejornais, via-se um militar da Marinha, vestido de negro e de cara tapada (naturalmente para proteger a sua identidade), com o drone ao ombro (com o formato de um avião em miniatura). O militar correu alguns passos em direção a um cais, para dar o impulso necessário a que o drone pudesse levantar voo; porém, no momento em que o militar chega ao limite do cais e lança o aparelho, este mergulha imediatamente em direção à água, onde se imobiliza. No vídeo é até visível, pela linguagem corporal do militar (deixando descair os ombros), o sentimento de vergonha e embaraço que o atingiu, quando se esperava que a máquina voasse sem qualquer problema.

Incidente sem consequências

Apesar do aspeto embaraçoso da situação, poucos minutos depois os operacionais procederam a uma nova tentativa, e desta vez o drone funcionou sem qualquer incidente. Aliás, logo neste seu primeiro voo ao serviço da Marinha, o aparelho captou uma série de imagens da área da Base Naval de Lisboa, sem qualquer problema técnico.

Outras aplicações para o AR4 Light Ray

A Tekever sugere a utilização deste drone em diversos cenários:

Deteção e prevenção atempada de fogos, de forma mais móvel e abrangente que a dos tradicionais vigias estáticos ou que os guardas-florestais.

  • Proteção anti-terrorista

Vigilância de áreas sensíveis, como grandes multidões, com reconhecimento de padrões e identificação de alvos.

  • Monitorização de infraestruturas

Avaliação do estado de conservação de grandes infraestruturas, como “pipelines” ou redes de distribuição de eletricidade.