Navio-Patrulha Oceânico P360 ‘Viana do Castelo’

O navio de patrulha oceânica Viana do Castelo foi o primeiro dos novos navios de patrulha da classe do mesmo nome, “Viana do Castelo”, a ser colocado ao serviço da Marinha, a 30 de Dezembro de 2010. Trata-se do primeiro de um conjunto de navios-patrulha que se previa que viessem a ser construídos nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, mas cuja construção foi entretanto suspensa. Ao “Viana do Castelo” seguiu-se o “Figueira da Foz”, lançado à água em 2013.

O navio tem como número de amura (o código único que identifica o navio à distância, semelhante à matrícula dos automóveis) “P360”. O “P” é atribuído, na Marinha portuguesa, aos navios patrulha e às lanchas de fiscalização.P 360 Viana do Castelo

Não sendo vocacionado para o combate, o NRP Viana do Castelo (a sigla é aplicada a todos os navios da Marinha, significando “Navio da República Portuguesa”) tem como principal objetivo a vigilância da Zona Económica Exclusiva (ZEE) portuguesa, podendo ser projetado a longa distância e permanecer em alto-mar durante bastante tempo. A ZEE de Portugal é uma das maiores do mundo, pelo que navios que permitam patrulhar, controlar atividades e exercer soberania neste espaço são essenciais para a defesa dos interesses do Estado português.

Entre outras tarefas, o Viana do Castelo pode:

  • Participar em salvamentos
  • Fiscalizar pescas
  • Combater a poluição, nomeadamente causada por petroleiros
  • Lutar contra o tráfico de droga e de armas
  • Prestar apoio em caso de desastre natural
  • Dar apoio a operações militares

O Viana do Castelo tem 83 metros de comprimento, 12,95 metros de boca máxima e 3,82 metros de calado, sendo capaz de atingir uma velocidade máxima de 21 nós. A sua tripulação (ou guarnição, uma vez que se trata de uma navio militar) é composta por 42 militares. Mesmo não sendo vocacionado para combater, o P360 não deixa de estar equipado com uma peça de artilharia de 30 mm, para qualquer eventualidade.