Sistemas de Comunicações para as Forças da Marinha Portuguesa

Ter um sistema de comunicações potente e fiável é uma necessidade absoluta em qualquer cenário militar. Nos dias atuais, em que as telecomunicações deram um salto “quântico” em termos de capacidade e alcance, esta necessidade torna-se tão atual como no passado.Portuguese_Naval_Special_Forces,_Portugal,_NATO_Trident_Juncture_15_(22551475570)

No caso da Marinha portuguesa, as comunicações são um elemento talvez mais importante, até, do que para as marinhas de outras potências. Não sendo Portugal uma grande potência a nível mundial, as atribuições da Marinha prendem-se mais com a vigilância e o patrulhamento do seu espaço marítimo, na costa e em alto-mar, e também com a cooperação com outros países, no âmbito de missões de paz. Para funções como o controlo de tráfico de droga ou até do tráfico de armas, por exemplo, por embarcações que atravessem a Zona Económica Exclusiva portuguesa, é de esperar, nos dias de hoje, que os criminosos possuam os mais sofisticados sistemas de comunicação.

Tráfico de Droga

Não é impossível, por exemplo, que pequenas embarcações a motor, muito rápidas, com capacidade para 4 a 5 homens, possam navegar desde a costa de Marrocos até ao Algarve no intervalo de algumas horas. Com recurso à Internet, para comunicar com cúmplices em terra e manter um sistema de GPS que lhes permita manter uma rota fixa, torna-se relativamente simples depositar quantidades de droga na costa algarvia (chegando de noite) e voltar rapidamente para a base. Combater este tipo de ameaça exige sistemas de comunicação à altura dos utilizados pelos criminosos.

EID

Ao contrário do que acontece relativamente a outros componentes, no caso das comunicações, os fornecedores da Marinha incluem uma empresa portuguesa, a Empresa de Investigação e Desenvolvimento de Eletrónica (EID). Fundada em 1983, a EID fornece os chamados SICC (Sistemas Integrados de Controlo de Comunicações), que incluem, entre outras funcionalidades, a possibilidade de enviar mensagens cifradas de alta segurança, capazes de interagir com as marinhas de outros países da NATO.